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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

 

 

Edição Quetzal. Hoje nas livrarias.


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publicado por Senhor Palomar às 00:14
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

 

 

 

30 anos de mau futebol, por João Pombeiro. O editor da LER já compilara as grandes frases políticas do pós-74. Agora fez o mesmo para o futebol. E é todo um banho de bola.



publicado por Senhor Palomar às 13:30
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

 

 



publicado por Senhor Palomar às 08:15
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

- O Mundo Branco do Rapaz-Coelho, de Possidónio Cachapa. Regresso do autor de Materna Doçura, agora na Quetzal.

 

- E Então Vai Entender, de Claudio Magris. Primeiro livro do nobilizável na Quetzal.

 

- O Sítio das Coisas Selvagens, de Dave Eggers.

 

- Todas as Viúvas de Lisboa, de Alexandre Borges.

 

- A Estrela, de Vergílio Ferreira.

 

- O Livro do Homem, por João Bonifácio. Com ilustrações de Pedro Vieira.

 

- Trinta Anos de Mau Futebol, de João Pombeiro. Com ilustrações de Pedro Vieira.

 

- Salazar e os Milionários, de Pedro Castro.



publicado por Senhor Palomar às 00:17
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Falará sobre a emigração portuguesa para França, e será lançado em Março do próximo ano, pela Quetzal.



publicado por Senhor Palomar às 10:14
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publicado por Senhor Palomar às 01:11
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

 

 



publicado por Senhor Palomar às 14:22
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Primeiro que tudo, 2666, de Bolaño. Segundo, 2666, de Bolaño. Terceiro,... perceberam a ideia. Depois, em honrosos lugares cimeiros, haverá também um novo Yates, (Jovens corações em lágrimas), um novo Afonso Cruz (Enciclopédia estória Universal) e um novo Welsh (Crime), este último com uma capa muito lolly pop.


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publicado por Senhor Palomar às 03:14
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
Cara Saturnine, o Senhor Palomar disse-o num dos primeiros posts e volta a repeti-lo: não gosta nem quer incomodar. Muito menos desviar profissionais de cumprir os seus propósitos, reduzindo dessa forma a produtividade do país. Para isso, já basta quando o SL Benfica ganha por apenas 3-0 e no dia seguinte toda a gente protesta porque razão aqueles tipos não deram pelo menos seis ao adversário. No lugar de ler o Senhor Palomar, poderá sempre comer uma peça de fruta, já Ricardo Araújo Pereira assim o avisa. Mas o melhor, melhor mesmo, talvez seja seguir a indicação do Bookseer e, a partir de 26 de Setembro, ler o 2666. O Senhor Palomar fará o mesmo.

publicado por Senhor Palomar às 03:17
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

O Senhor Palomar soube da experiência pelo Blogtailors: «No início do ano, a jornalista Susana Torrão criou a «autora» Isabel Sousa. Deu-lhe identidade e uma primeira obra: o Até ao Fim, de Vergílio Ferreira, mas com o título e os nomes dos personagens principais alterados. A primeira obra de Isabel Sousa, Vigília, foi enviado para as editoras nacionais, em conjunto com uma pequena descrição de si mesma. Nos seis meses seguintes, Susana Torrão foi contactando as várias editoras, fazendo-se passar pela autora, por forma a tentar que o seu livro fosse publicado, esperando que a obra fosse identificada como sendo de Vergílio Ferreira.»

O Senhor Palomar foi ler a reportagem das páginas 102 a 105 da revista SÁBADO. Algumas notas:

1. A jornalista contactou o Direct Group. A telefonista indicou que novos autores portugueses era com a Pergaminho. Aqui, o Senhor Palomar não sabe o que dizer do Direct Group que não dá as indicações devidas ao pessoal que atende o telefone, mas inclina-se para subscrever a tese que um jornalista que se propõe fazer uma experiência deste tipo, deveria conhecer melhor os catálogos daquela estrutura. Sobretudo quando a obra completa de Vergílio Ferreira foi publicada pela Bertrand e está actualmente a ser reeditada pela Quetzal (ambas do grupo). Por isso, a justificação da jornalista que não contactou as outras editoras do grupo, porque a telefonista lhe disse para contactar a Pergaminho, não serve.

***

2. Passaram-se seis meses e ninguém mostrou interesse em publicar a obra. Motivos invocados: falta de espaço para publicação na área da ficção; que não estão a aceitar novos autores; que não corresponde ao perfil do catálogo; férias do pessoal (Difel): «O colega está de férias mas, e vai-me desculpar por eu lhe estar a dizer isto, se não houve resposta até agora é porque a obra não representa um interesse para a editora». Outras nem justificações apresentaram, mas passaram a enviar uma newsletter com informação relativa à editora.

Ao invés de achar um escândalo que a jornalista não tenha resposta, o Senhor Palomar até consegue compreender que assim seja. No frenesi de se publicar "o que dá", não há tempo para olhar para o que "não dá". O excel é um programa meio obtuso e obriga a que não se olhe para novos autores ou se considere os originais demasiado complexos para uma primeira obra.

***

3. Dicas para criação de um livro susceptível de publicação: se é a tua primeira obra e queres ser autor, começa por algo bem simples. Nada de coisas complicadas com mais de três personagens ou grandes reflexões: A conhece B. C gosta de B. C vai fazer a vida negra a A. No final, C morre. A e B vivem felizes para sempre. Salpiquem tudo com ambientes bem comuns (o Centro Colombo, o Vasco da Gama, a esplanada junto ao rio) e personagens bem complicadas (o administrador de empresa, a senhora que trabalha de sol a sol que não tem dinheiro para educar a filha, orfã claro, que é um anjo; a matriarca da família rica que não dá esmolas; etc). A história deve ser linear, sem analepses ou prolepses, que isso só complica. Tudo cosido, está pronto a ir ao forno.

***

4. A somar ao que já foi dito, e que de alguma forma isenta os editores, há ainda outro ponto: da esmagadora maioria dos originais que chegam às editoras, são muito poucos os que apresentam qualidade de publicação. O que não é, nem pode ser, motivo, para que os editores façam vista grossa a tudo o que lhes aparece e necessitem de um prémio, ou outra muleta, para dar atenção a quem se deu ao trabalho de os considerar para seu editor. A agir assim, nunca se sabe quando é que lhes bate à porta um Vergílio Ferreira e estes apenas lhe indicam a saída. Se a casa ficar num beco, então ainda pior.



publicado por Senhor Palomar às 18:10
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Ler aqui e aqui. Por cá, resta-nos esperar mais 50 dias pelo lançamento da obra em Portugal, pelas mãos da Quetzal. Dia 26 de Setembro.

publicado por Senhor Palomar às 00:31
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Para enviar um e-mail, dando-nos conta que a literatura é um ofício perigoso. Ler na íntegra aqui o Discurso de Caracas, lido por Roberto Bolaño aquando da atribuição do prémio Rómulo Gallegos, em 1999, à obra Detectives Selvagens (Teorema).

Recorde-se que, em breve, a Quetzal Editores, a verdadeira remetente do e-mail, lançará o magestral 2666. A 26 de Setembro.


publicado por Senhor Palomar às 02:51
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Os meus Prémios, Thomas Bernhard, Quetzal Editores. Tradução de José A. Palma Caetano


publicado por Senhor Palomar às 02:06
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Sábado, 25 de Julho de 2009
O senhor Palomar vem por este meio desejar um dia especial à autora que pôs os portugueses a sambar (e os brasileiros a entoar o fado). Faz hoje anos, mas o senhor Palomar não diz quantos.

publicado por Senhor Palomar às 22:54
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Quinta-feira, 23 de Julho de 2009
Quem conhece o Senhor Palomar, sabe o quanto ele gosta de uma boa partida de futebol. E livros. Já livros sobre futebol, nem todos. Embora haja alguns autores, e livros, que valha a pena ler com muita atenção - casos de Javier Marías (Publicações Dom Quixote), Eduardo Galeano (Livros de Areia) ou do nosso Luis Freitas Lobo (Primebooks).

No Brasil, decidiram juntar as duas artes e formaram a copa da literatura brasileira, na qual romances se degladiam como se de uma fase final de um campeonato do mundo se tratasse. Os resultados dos jogos, e não só, podem ser vistos aqui. Na edição anterior, e à primeira vista, entre os partipantes, estiveram alguns livros já publicados em Portugal, casos de Adriana Lisboa (Quetzal), O filho eterno, de Cristóvão Tezza (Gradiva), ou O Dia Mastroianni (LeYa Caminho). Diga-se, aliás, que a final foi disputada entre estes dois últimos adversários, com Tezza a levar a melhor sobre Cuenca por uns humilhantes 11-3.

Na edição de 2009, podemos contar com outros autores que não são desconhecidos para o público português, casos de Daniel Galera, Patrícia Melo, Moacyr Scliar, ou Paulo Coelho. A propósito deste último, já há quem fale em favoritismo e jogo viciado, ao defender que este autor deveria estar na segunda liga e que apenas se mantém à tona de água por questões em nada relacionadas com futebol.

Entusiasmado, grato a Eduardo Coelho por lhe dar a conhecer esta iniciativa, o Senhor Palomar espera agora a organização de uma iniciativa do género em Portugal. Quem dá o pontapé de saída? Estes senhores é que o podiam fazer. Ou estes. Ou estes.

[Imagem retirada daqui]


publicado por Senhor Palomar às 00:27
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Segunda-feira, 20 de Julho de 2009
ou
Como o Camarada-Chefe do Inacabado guarda histórias por contar
atrás do armário da avó e como para certas coisas não há explicação,
há somente o «pois é»


Numa tentativa de dar início a este texto, a senhora Palomar pensou em pincelá-lo com variadas formas estilísticas, dar um aspecto elaborado à coisa, decerto na vã tentativa de se apropriar sem qualquer pudor do estilo vanguardista de Sasa Stanisic. Mas o facto é que o tempo e a habilidade escasseiam em iguais doses. Permitam-me, então, que corte caminho e opte por levantar, assim, sem mais, um pouco o véu:

«Se tu tiveres o chapéu na cabeça e agitares a varinha, serás o feiticeiro de capacidades mais poderoso dos países não alinhados. Poderás revolucionar muita coisa, contanto que isso seja conforme com as ideias de Tito e esteja em concordância com os estatutos da Liga dos Comunistas da Jugoslávia […] O dom mais valioso é a invenção, a maior riqueza, a fantasia. Fica sabendo isso Aleksandar, disse o avô, a sério, quando me pôs o chapéu na cabeça, fica sabendo isso e imagina o mundo mais belo.»

Vamos ao que vamos. Falemos de magia. Falemos de Como o soldado Conserta o Gramofone, a obra inaugural deste autor bósnio:

Aleksandar dá a voz e nem sempre o corpo. Visegrad, a pacata cidade da Bósnia onde vive, serve o propósito de um cenário tão fora do comum como a infância do narrador. Consta que a sua idade ronda os oito e os catorze anos, conforme as conveniências. Filho de pai sérvio e de mãe bósnia muçulmana, Aleksandar é um meias, uma mistura. É um jugoslavo e, portanto, está a desagregar-se. O dom de contar histórias, herdou-o do avô, a promessa de continuar sempre a contar quebrá-la-á mais à frente, quando a realidade de uma pátria falecida lhe entrar pela janela com a fúria das chuvas torrenciais. Tudo a seu tempo. Para já, «se houver histórias em qualquer lado, eu estou em qualquer lado.»

Se é certo e sabido que não há novidade alguma na técnica narrativa de recorrer ao olhar de uma criança para expor os horrores e o absurdo de uma guerra, manter o equilíbrio entre uma ingenuidade descomedida e a tentação de pintar um quadro excessivamente mórbido é já pisar uma outra pátria, principalmente tratando-se de um romance autobiográfico, como é o caso. Mas que delícia descobrir que Sasa Stanisic se mantém no fio da navalha com a perícia dos grandes contadores de histórias. Em Como o Soldado Conserta o Gramofone, a Guerra dos Balcãs submete-se às tonalidades do arco-íris reflectido nas águas de um Drina atrevido, e o dia-a-dia toma a forma de uma manta de retalhos agridoce entretecida pelo engenho de Aleksandar, o camarada-chefe do inacabado, título glosado na obra e que serve de porta-estandarte ao personagem.

O relato é feito em vaivéns de pré e pós guerra, com inserções de episódios do próprio conflito, e está dividido por capítulos, cujos enunciados são um mimo literário, um preâmbulo que pressagia a gargalhada solta, o sorriso embevecido ou a lágrima compassiva que, nestas 382 páginas, estão sempre à espreita. Sasa Stanisic não faz juízos de valor explícitos, não se envolve em ensaios histórico-pollíticos, não tenta espetar -nos a sangue frio imagens de atrocidades e selvajaria. O que realmente nos impossibilita de ficar imunes a esta leitura é a suavidade com que Aleksander nos faz mergulhar na crua realidade da história de todas as guerras e de todos os refugiados. Atento ao pormenor, e detentor de uma imaginação prodigiosa e de um talento para a fantasia , com a dose certa de humor, ironia e um atrevimento enternecedor, descreve o quotidiano na forma de anedotas rocambolescas − a festa de inauguração de uma retrete interior que se cruza com recordes do mundo de dor de barriga, o peso da mágoa de uma traição amorosa ou a raiva se ser superado num jogo de Tetris, um avô triste que se casa com o Drina, as três mortes de Tito, a obstinação de um peixe-gato com óculos, um camarada professor que deixa de ser camarada e exige ao aluno o uso de aspas nos diálogos das redacções … Mas a perda, a nostalgia e a dor também marcam presença e podemos encontrá-las nas muitas dúvidas e desejos desta criança que sofre com destruição do seu mundo, que vê demasiados cadáveres a afundarem-se nas águas do seu amado Drina −«A que saberia, se tivesse um sabor? A que sabe um tal cadáver? Um rio também é capaz de odiar, tu que achas?»− e que é obrigada a refugiar-se na Alemanha.

Se Aleksandar fosse feiticeiro de capacidades as coisa poderiam opor-se, os corrimãos, os gramofones, as espingardas, as casas não se consumiriam em chamas, tocariam promessas com a mestria de Bach e teriam um reportório de músicas tão variado e imprevisível como os estados de espírito que moram dentro de cada um dos seus habitantes; as recordações teriam o mesmo sabor do seu gelado favorito; as nuvens seriam pegajosas como teias de aranha para que as granadas ficassem presas nela;

A tonalidade e a melodia de Como um Soldado Conserta o Gramofone faz-nos querer voltar a ser crianças; a aparente ingenuidade disfarçada de prosa é comovente e assustadora. Nota-se pinceladas de prémio Nobel na recorrência à ponte sobre o Drina, não sei se propositadas. Esta obra é pura magia.

Sinopse aqui. Biografia do autor aqui.

Como o Soldado Conserta o Gramofone, Sasa Stanisic, Quetzal Editores. Tradução de Paulo Osório de Castro e revisão de Pedro Ernesto Ferreira.


publicado por Senhor Palomar às 08:30
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«A tarefa do tradutor de Aristóteles é quase inexequível. Diz-se de Hermolaus Barbarus, seu comentador e tradutor no Renascimento, que, ao ficar enredado em dificuldades, aparentemente insuperáveis, teve mesmo de conjurar o diabo para o ajudar. Se calhar, a nossa situação é ainda hoje a mesma de Hermolaus Barbarus. Sobretudo, num País em que, desde 1974, depois de 30 Ministros da Educação, o Grego e o Latim foram extirpados e varridos dos “curricula” do ensino Secundário. Numa época, em que uma legislatura liquidou o ensino da Filosofia no 12º ano, sem que inclusivamente os futuros Estudantes de Filosofia a nível superior a possam frequentar, para não falar já como os nossos futuros juristas, advogados e juízes, linguistas, filólogos, sociólogos, psicólogos e até seminaristas ficarão sem uma melhor preparação para as suas áreas específicas.»

Ler na íntegra aqui.

publicado por Senhor Palomar às 01:25
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Pedro Moura toma como ponto de partida «Children’s Literature. A Reader’s History from Aesop to Harry Potter», de Seth Lerer (University of Chicago Press, 2008) e "A Infância é um Território Desconhecido", de Helena Vasconcelos (Quetzal, 2009) e disserta sobre a literatura infantil: «...a atenção quer de Seth Lerer quer de Helena Vasconcelos a este estranho “corpo literário” está precisamente em consonância para com a dimensão estética, literária, livre dos textos propostos e discutidos por cada um dos autores, e menos na procura da manutenção de um princípio educativo pétreo.»

Ler na íntegra aqui.

publicado por Senhor Palomar às 07:14
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
« Thomas Bernhard, prolífico autor de uma das obras mais importantes da segunda metade do século XX, reuniu um conjunto de textos sobre os vários prémios que recebeu ao longo da vida, anexando-lhes alguns dos discursos que proferiu em tão solenes ocasiões. Entre a constatação da ignorância de parte considerável dos presentes nas cerimónias e o registo de algumas preocupações de cariz existencial que extravasam a temática dos prémios, a verve de Bernhard produz um discurso frontal, certeiro nos seus alvos e nada encantado pelas luzes da ribalta. Assumindo que aceita os prémios porque o dinheiro lhe faz falta, o autor de Frost não se poupa a descrições pormenorizadas, algumas hilariantes (apesar do tom sério), das cerimónias. Entre croquetes e cumprimentos, há muito pouca literatura.»

Ler na íntegra aqui.

publicado por Senhor Palomar às 07:37
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Sábado, 27 de Junho de 2009


publicado por Senhor Palomar às 03:25
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
«Desde o início, impressiona a coerência de um pensamento sobre a arte que se desenha e reitera ao longo de todos os textos. Um dos tópicos mais glosados é o da sinceridade do artista, que, na óptica do autor, serve para o distinguir de um teorizador, na medida em que as ideias podem ser discutidas e contestadas racionalmente, mas o mesmo não se pode fazer em relação a uma obra de arte: «Se uma obra de arte nos não fala, ela puramente não existe.»

Ler na íntegra aqui.

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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

«Eu e o Paul fomos à Patagónia por razões muito diferentes. Mas, para além de gostarmos de viajar, gostamos de escrever sobre as nossas viagens. Uma referência ou um conhecimento literário conseguem entusiasmar-nos tanto como um animal ou uma planta raros; e, por isso, queremos falar de algumas das formas como a Patagónia influenciou a nossa imaginação literária. [p. 8]»

Regresso à Patagónia parece mais um tratado de Literatura do que um livro de viagens. Talvez o seja e a Patagónia apenas seja o tema de fundo. A ligação é tão forte, que apetece mesmo perguntar: se Chatwin e Theroux não gostassem tanto de viajar, teriam sido alguma vez escritores?

O livro, já se percebeu, foi escrito a duas mãos (não a quatro, pois não consta que um ou outro fossem ambidextros), e cruza o vasto conhecimento dos autores da região com Poe, Shakespeare, Melville, Conan Doyle, entre outros. É um pequeno texto originalmente publicado em 1985 e, mesmo podendo dizer-se que é grande na sua qualidade, não deixa de causar no leitor a sensação que apetecia bem mais.

A Quetzal tem vindo a publicar diversas obras destes autores(Na Patagónia, O que faço eu aqui, de Chatwin; “O velho Expresso da Patagónia", de Theroux, estando outros anunciados) e com esta obra inédita no nosso país, tanto quanto o Senhor Palomar sabe, vinca ainda mais a sua condição de editora preocupada com a literatura de viagens.

Regresso à Patagónia, Bruce Chatwin e Paul Theroux, Quetzal Editores, 2009. Tradução de Maria do Carmo Figueira. (9,95€)


publicado por Senhor Palomar às 08:35
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Aqui.

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Terça-feira, 16 de Junho de 2009
«As Meninas da Numídia é, pois, o seu romance inaugural e, mesmo que não tivesse escrito mais nada, só por este merecia lugar de destaque. Original e inclassificável, o texto recria o ambiente de um bordel de Casablanca onde as putas têm nome de flores e os chulos sodomizam louros escandinavos. A linguagem é simultaneamente poética e crua, e Leftah consegue ainda a proeza de, a uma só voz, escrever um hino às mulheres e à literatura.» Ler na íntegra aqui.

Ler texto sobre esta obra do Senhor Palomar aqui.


publicado por Senhor Palomar às 08:09
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

A Quetzal Editores renovou-se no último quadrimestre do ano de 2008. Com a entrada de um novo director editorial (Francisco José Viegas), alterou a sua imagem gráfica e recuperou o fôlego que perdera entretanto.

A chancela do Direct Group viria a absorver alguns autores da Bertrand (como Vergilio Ferreira - de quem está a republicar a obra completa -, José Luís Peixoto ou Vasco Graça Moura) e a cooptar outros anteriormente publicados por casas vizinhas (Cabrera Infante, com o inédito «A Ninfa Inconstante» em primeira tradução mundial, por exemplo). A par destas acções, a Quetzal tem pautado pela apresentação de belíssimas novas apostas como Hector Abad Facciolince ou Mohamed Leftah, este último um perfeito estranho até ao momento em que é lançado o romance “As meninas de Numídia”.

A obra em questão é uma pequena narrativa de cerca de 160 páginas que se lê numa penada e retrata o ambiente dos bordéis de Numídia. É a história de mulheres desgraçadas, estropiadas pela vida e pelos seus «chulos» Spartacus e Zapata, que Leftah descreve como flores. «As meninas de Numídas» são mulheres autênticas, fortes, capazes de fazer frente a todas as adversidades. Mesmo à maior das vergonhas. E talvez por isso sejam belas.

Fazendo uso de um tom narrativo que mistura de forma magistral o registo poético com os mais desbragados (na verdade, a palavra correcta é ‘vulgares’) predicados, Mohamed Leftah tem o dom de nos fazer acreditar que é possível juntar as fantasias das mil e uma noites de Sherazade com a violência crua servida em doses generosas. Sensualidade com brutalidade poucas vezes vista: tudo na mesma página. A não perder.

Sinopse aqui. Biografia do autor aqui.

As meninas de Numídia, Mohamed Leftah, Quetzal Editores. Tradução de Jorge Pereirinha Pires.

publicado por Senhor Palomar às 08:00
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Terça-feira, 9 de Junho de 2009
«O Que Faço Eu Aqui (a questão que Rimbaud se colocou na Etiópia), por ser mais violento que tudo aquilo que Chatwin escreveu, diz-nos muito sobre ele — os seus interesses, os seus amigos e as suas paixões. Escreveu sobre o pai, sobre o seu grande amigo (o pintor Howard Hogkin) e os tête-à-têtes com André Malraux e Nadezhda Mandelstam…» Paul Theroux, The Telegraph. Ver aqui.

publicado por Senhor Palomar às 10:00
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