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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Jorge Herralde, con algunos de sus autores

 

A Anagrama, de Jorge Herralde, é uma das melhores editoras espanholas, estando a comemorar 40 anos de actividade.  Na foto, e ao alto, podemos ver que Carlos da Veiga Ferreira, editor da portuguesa LeYa Teorema, foi um dos convidados das celebrações.



publicado por Senhor Palomar às 12:38
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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

 

Segundo o Blogtailors, António Lobato Faria, à esquerda, demitiu-se dos cargos que ocupava no Grupo LeYa. Ao alto, ALF surge acompanhado de José Manuel Saraiva e João Gonçalves, outros dois fugitivos. Foto Booktailors

 

Ler também no Público.



publicado por Senhor Palomar às 15:13
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
Chamam-se Ahab (o que é um excelente precedente para coisas boas) e, no dia 22 de Outubro, os seus primeiros títulos chegam às livrarias. Às boas e às outras, espera-se.

São uma nova editora, já se percebeu, está sedeada no Porto e servem para entrada "Pergunta ao pó" (John Fante), "Pudor e dignidade" (Dag Solstad) e "A ilha" (Giani Stuparich). Com nomes destes, o Senhor Palomar está rendido. Estaremos na presença de uma nova Cavalo de Ferro? O Senhor Palomar está ansioso.


publicado por Senhor Palomar às 01:30
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

O Senhor Palomar soube da experiência pelo Blogtailors: «No início do ano, a jornalista Susana Torrão criou a «autora» Isabel Sousa. Deu-lhe identidade e uma primeira obra: o Até ao Fim, de Vergílio Ferreira, mas com o título e os nomes dos personagens principais alterados. A primeira obra de Isabel Sousa, Vigília, foi enviado para as editoras nacionais, em conjunto com uma pequena descrição de si mesma. Nos seis meses seguintes, Susana Torrão foi contactando as várias editoras, fazendo-se passar pela autora, por forma a tentar que o seu livro fosse publicado, esperando que a obra fosse identificada como sendo de Vergílio Ferreira.»

O Senhor Palomar foi ler a reportagem das páginas 102 a 105 da revista SÁBADO. Algumas notas:

1. A jornalista contactou o Direct Group. A telefonista indicou que novos autores portugueses era com a Pergaminho. Aqui, o Senhor Palomar não sabe o que dizer do Direct Group que não dá as indicações devidas ao pessoal que atende o telefone, mas inclina-se para subscrever a tese que um jornalista que se propõe fazer uma experiência deste tipo, deveria conhecer melhor os catálogos daquela estrutura. Sobretudo quando a obra completa de Vergílio Ferreira foi publicada pela Bertrand e está actualmente a ser reeditada pela Quetzal (ambas do grupo). Por isso, a justificação da jornalista que não contactou as outras editoras do grupo, porque a telefonista lhe disse para contactar a Pergaminho, não serve.

***

2. Passaram-se seis meses e ninguém mostrou interesse em publicar a obra. Motivos invocados: falta de espaço para publicação na área da ficção; que não estão a aceitar novos autores; que não corresponde ao perfil do catálogo; férias do pessoal (Difel): «O colega está de férias mas, e vai-me desculpar por eu lhe estar a dizer isto, se não houve resposta até agora é porque a obra não representa um interesse para a editora». Outras nem justificações apresentaram, mas passaram a enviar uma newsletter com informação relativa à editora.

Ao invés de achar um escândalo que a jornalista não tenha resposta, o Senhor Palomar até consegue compreender que assim seja. No frenesi de se publicar "o que dá", não há tempo para olhar para o que "não dá". O excel é um programa meio obtuso e obriga a que não se olhe para novos autores ou se considere os originais demasiado complexos para uma primeira obra.

***

3. Dicas para criação de um livro susceptível de publicação: se é a tua primeira obra e queres ser autor, começa por algo bem simples. Nada de coisas complicadas com mais de três personagens ou grandes reflexões: A conhece B. C gosta de B. C vai fazer a vida negra a A. No final, C morre. A e B vivem felizes para sempre. Salpiquem tudo com ambientes bem comuns (o Centro Colombo, o Vasco da Gama, a esplanada junto ao rio) e personagens bem complicadas (o administrador de empresa, a senhora que trabalha de sol a sol que não tem dinheiro para educar a filha, orfã claro, que é um anjo; a matriarca da família rica que não dá esmolas; etc). A história deve ser linear, sem analepses ou prolepses, que isso só complica. Tudo cosido, está pronto a ir ao forno.

***

4. A somar ao que já foi dito, e que de alguma forma isenta os editores, há ainda outro ponto: da esmagadora maioria dos originais que chegam às editoras, são muito poucos os que apresentam qualidade de publicação. O que não é, nem pode ser, motivo, para que os editores façam vista grossa a tudo o que lhes aparece e necessitem de um prémio, ou outra muleta, para dar atenção a quem se deu ao trabalho de os considerar para seu editor. A agir assim, nunca se sabe quando é que lhes bate à porta um Vergílio Ferreira e estes apenas lhe indicam a saída. Se a casa ficar num beco, então ainda pior.



publicado por Senhor Palomar às 18:10
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Uma organização da BestCollegesOnline.com.

publicado por Senhor Palomar às 08:11
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Domingo, 21 de Junho de 2009
Para celebrar o 40.º aniversário da Anagrama, o prestigiado Jorge Herralde não está com meias medidas: vai lançar novas colecções e autores jovens / desconhecidos.

Quando questionado sobre o segredo da sua actividade (os termos não são estes mas ilustram a ideia), o editor responde: «Nunca fuimos a la búsqueda del best seller ni fuimos miméticos de las modas imperantes». Pois. E relativamente a eventualmente vender a editora a grupos maiores, as palavras também não lhe faltam: «Anagrama ha tenido ofertas de grupos franceses e italianos y hemos dicho que no vendíamos. El fondo representa el 40% de nuestras ventas. La editorial funciona sola".»

Ler no La Vanguardia.


publicado por Senhor Palomar às 11:18
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Sábado, 20 de Junho de 2009
O La Vanguardia publica hoje uma entrevista a José Manuel Lara Bosch, presidente do maior grupo editorial de língua espanhola e um dos maiores do mundo. Ler aqui.

publicado por Senhor Palomar às 14:25
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
«Como foi o processo de tradução? Leu em primeiro lugar o livro e só depois traduziu? Ou leu e traduziu ao mesmo tempo?
Como já conhecia a obra, não a li na íntegra antes de iniciar a tradução. Ia lendo capítulo a capítulo, antes de iniciar a respectiva tradução. Usei o método de sempre, que é o seguinte: fidelidade tanto quanto possível ao autor e à obra que se traduz, tentativa de conservar as marcas estilísticas e linguísticas do autor, bem como as suas escolhas semânticas; conservar o tom da obra e as marcas de poeticidade; traduzir de modo a que o leitor de língua portuguesa leia a obra traduzida sem se aperceber de que é uma tradução, isto é, com a naturalidade e fluência com que um leitor de expressão alemã lê o original. A única diferença em relação a tradução anteriores foi a criação de um mini-dicionário Thomas Mann, com expressões e termos que se repetem ao longo da obra, sobretudo Leitmotive, que caracterizam personagens, indiciam ambientes, sugerem uma atmosfera. Devido à extensão da obra (mil páginas em alemão), este método tornou-se necessário a fim de não perder a visão de conjunto sobre a mesma.»

Para ler no Diário Digital a entrevista de Gilda Lopes Encarnação a Pedro Justino Alves. Aqui.


publicado por Senhor Palomar às 08:21
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Francisco "Paco" Porrúa publicou "Rayuela" e "Cem Anos de solidão". E só isso seria suficiente para que fosse considerado um dos melhores editores de língua espanhola de sempre. Mas FPP é mais do que isso. Ler aqui.

publicado por Senhor Palomar às 08:01
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