Este é um blogue livre de pontos de exclamação

Ilustração de Pedro Vieira
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Claro, tinha que ser Nan Goldin! linda foto...
Que excelente descoberta a minha. Este blog é uma ...
Nem o Godot, nem o Supra-Camões, nem o D.Sebastião...
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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Em resposta a este post, dedica Jorge Candeias (JC) ao Senhor Palomar um post. Gesto que este muito agradece, note-se.

 

Sem o afirmar, o Senhor Palomar foi considerado de direita, como quem o diz num insulto. Saberá decerto o Jorge Candeias que ser de direita não será uma crítica ou um defeito, tal como ser de esquerda não constitui por si um elogio. Assim, e quanto a esse aspecto, o Senhor Palomar nada tem a dizer, e nada dirá.

 

O Senhor Palomar, contudo, fica comovido que JC refira que este blogue «em geral, até se pode ler», que «é porreiro». Mais, não considera o Senhor Palomar «inculto, nem burro, nem mal informado». Glória absoluta, até concorda com algumas das posições de teor literário.

 

JC não gosta das posições políticas e está no seu direito. Fica por isso o conselho, ou sugestão se JC a permitir: faça como Álvaro Cunhal nas eleições da primeira eleição presidencial de Mário Soares, o célebre "ponha um dedo sobre a cara do histórico social e marque a cruz no quadrado respectivo". Que é como diz: leia só os posts de teor literário, que tanto gosta, e ignore os de teor político.

 

Despede-se assim, com cortesia e boa educação, o Senhor Palomar, deixando um abraço de consideração a Jorge Candeias.



publicado por Senhor Palomar às 18:15
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Se o seu amigo comprar o livro, o 2666 será a mesinha de cabeceira, ponto.



publicado por Senhor Palomar às 00:24
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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Ao longo destes quatro meses, o Senhor Palomar tem aprendido muito sobre as pessoas. Não genericamente sobre as pessoas, como o ser humano, mas sobre algumas pessoas. Explicando: o Senhor Palomar é, neste momento, capaz de listar por grau de popularidade cerca de metade da cena cultural portuguesa. Segundo alguns comentadores, que têm deixado algumas mensagens e enviado e-mails, o Senhor Palomar pode ser este. Ou este. Ou aquele. E apenso àquela e aqueloutra suspeita, o Senhor Palomar seria capaz de dizer quais os insultos mais comuns e do que mais se queixam os invejosos, perdão: queixosos. O Senhor Palomar não revelará nunca essa lista, nem disso fará bandeira. Mas não deixa de lhe causar algum espanto, ( por vezes repulsa é a palavra mais certa), perceber o quanto andam algumas pessoas preocupadas com as outras. E que talvez por tão preocupadas com a vida dos outros, não deixem uma marca nas suas.



publicado por Senhor Palomar às 00:27
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

«O Senhor Palomar e as crianças de tenra idade naquela fase em ainda não se reconhecem como sujeitos são provavelmente as únicas criaturas de quem suporto sem o menor incómodo que falem de si próprias na terceira pessoa. Abomino tudo o resto. A mais recente pessoa adicionada a esse rol de gente é o Presidente da República.» Ler na íntegra aqui.



publicado por Senhor Palomar às 16:25
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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

E sim, claro que o 2666 merecia uma festa.



publicado por Senhor Palomar às 17:36
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

E espera que a PT coopere.



publicado por Senhor Palomar às 07:03
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Sábado, 19 de Setembro de 2009

O Senhor Palomar informa que não. Mas as 3 de 30  (uma ruiva, duas loiras. Todas falsas), acham que sim. O Senhor Palomar deseja esclarecer que, tirando a parte do polegar oponível, a posição erecta e ser bípede, há pouco mais em comum. Ah, e também garantem que sabem quem é o Senhor Palomar - pelo menos assim está anunciado na barra lateral. 

 

As três pessoas que ainda estão interessadas em saber quem é o Senhor Palomar devem dirigir os vossos emails para 3detrinta@gmail.com. Inclusive a Mónica Marques.

 

PS: Escrever Senhor Palomar aumenta as audiências. Mas "operação plástica ruinosa"  também.



publicado por Senhor Palomar às 00:47
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

 

A Francisco José Viegas garantiram que sim. Ler, ou reler, a entrevista à autora aqui.



publicado por Senhor Palomar às 01:02
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Sábado, 12 de Setembro de 2009

Ler o disclaimer do Ostranie.



publicado por Senhor Palomar às 19:28
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Se as pessoas continuarem a adquirir Palomar, de Italo Calvino só para perceber a fixação deste narrador  pelo personagem do escritor italiano, o Senhor Palomar (a cópia rasca) garante que nunca revelará a sua  verdadeira identidade. Não esquecer, nunca, que o Senhor Palomar está ao serviço da comunidade.



publicado por Senhor Palomar às 19:20
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

A sério que sim. E como tal esclarece que não é Sara Belo Luís. Não fuja. Por favor.



publicado por Senhor Palomar às 21:04
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

- 5 dias,

- A casa improvável;

- A causa foi modificada, de Maradona;

- A curva da estrada, de Leonor;

- A idade adulta;

- A insustentável leveza do meu ser;

- A Leste da Solum;

- A meia noite do dia, de Manuel A. Domingos;

- A namorada de Wittgenstein, de Maria João Freitas;

- A origem das espécies, de Francisco José Viegas;

- A terceira noite, de Rui Bebiano;

- A vida dos meus dias;

- Acordar um dia;

- Afectado

- Agora com dazibao no meio;

- Alfinete dama;

- Alice in me;

- Almocreve das petas;

- As folhas ardem, de Manuel Margarido;

- As penas do Flamingo;

- Autores e Livros, de Eduardo Coelho;

- Autores e livros, de Eduardo Coelho;

- Avanti!;

- Biblioteca Vilarinho;

- Bibliotecário de Babel, de José Mário Silva;

- BisLeya;

- Blasfémias

- Blogtailors, dos Booktailors;

- Blogue Aduaneiro, de Aduana e João Pala;

- Blogue Alice in my head;

- Blogue da Alêtheia;

- Blogue da Angelus Novus;

- Blogue da Angelus Novus;

- Blogue da Assírio e Alvim;

- Blogue da Bruáá;

- Blogue da Colecção Vintage;

- Blogue da Livraria Capítulos Soltos;

- Blogue da Livraria Pó dos Livros;

- Blogue da Quetzal Editores;

- Blogue de Carlos Vaz;

- Blogue de Paulo Roberto Pires;

- Blogue do Clube Literário do Porto,

- Blogue Noturno Citadino;

- Blogue sem nome

- Blogue Vincent;

- Blue Moleskin;

- Bolas e letras;

- Bolas e letras;

- Bruaa Editora

- Cadeirão Voltaire, de Sara Figueiredo Costa;

- Café-te

- Casa de Osso de valter hugo mãe;

- Casos de polícia;

- Cláudia Oliveira escreve

Chasecafés;

- Chinelo no pé ou sandália de salto alto;

- Ciberescritas, de Isabel Coutinho;

- Cibertúlia, de Miguel Marujo;

- Cidades escritas, de Paulinho Assunção;

- Cinismo e literatura;

- Claustro Fobias;

- Com livros Teresa;

- Complexidade e contradição;

- Conheça o livreiro;

- Contra culto;

- Corta-Fitas, de vários;

- Da Literatura, de Eduardo Pitta e João Paulo Sousa;

- Days gone by someone

- De Mês em quando, de LBarros;

- De olhos bem fechados, de T;

- Decidirdamente;

Defender o quadrado;      

- Delito de opinião, vários;

- Der terrorist;

- Devaneios Ricardo de Ricardo Gross;

- Dia Santo na Loja;

- Diz-me a verdade acerca do amor;

- Do subterrâneo 21;

- Doutro tempo;

- E farta vilanagem;

- Escara Voltaica, Escafandro, de jaa;

- Esquerda da vírgula;

- Esse cavalheiro;

- Estado afectivo;

- Eu vejo filmes;

- Febre dos fenos;

- Foleirices, de Carlos Pereira;

- French kissin;

- Fundamentos da Passagem, de Rui Cóias;

- Gomes Alexandria;

- Hoje há conquilhas, de Tomás Vasques;

- Hoje não há bolinhos;

- Horas perdidas;

- Horizonte artificial;

- Húmus, deHugo Torres e Hélder Beja;

- Intriga Internacional;

- Irmão Lúcia, de Pedro Vieira;

- Jonas Nuts, de Maria João Nogueira,;

- Lavorare Stanca, de Tatiana Faia, Paulo Rodrigues Ferreira, André . أندراوس البرجي, José Pedro - Moreira ;

- LERBlog;

- Lili-one;

- Literaturas,

- Little black spot

- Livros sem Critério, de Tiago Sousa Garcia;

- Locutório;

- Lugares mesmo comuns, da agência Luís Paixão Martins;

- Mar à vista, de Anamar;

- Máscara chicote

- Matria-minha;

- Meia noite todo o dia;

- Meninas e moças cachopas e gaijas;

- Minderico;

- Miragens;

- Mon monde en couleurs;

- Mulher comestível;

- No vazio da onda;

- O Homem que queria ser Luis Filipe Cristóvão, de Luís Filipe Cristóvão;

- O Jardim Assombrado, de Carla Maia de Almeida;

- O leitor sem qualidades, de João Ventura;

- O meu pai e eu, de Leonor;

- O ponto do i;

- O último pingo;

- O Vermelho e o negro;

- Oficina a vapor;

- Ops Blog;

- Orelha do ano;

- Palhaço de Agosto, Samuel Filipe;

- Pensamentos SGPS;

- Poder de encaixe;

- Porosidade Etérea. de Inês Ramos;

- Porta-Livros, de Rui Azeredo;

- Portugal dos pequeninos, de João Gonçalves;

- Que farei quando tudo arde?

- Rodirgo Gurgel;

- Rodrigo Gurgel;

- Scotch gin and soda;

- Sue in blue;

- Sushi Leblon, de Mónica Marques;

- Theoria, poiesis, praxis;

- This is not simply a metaphore, de Marisa;

- Hoje há conquilhas, de Tomás Vasques;

- Verdade ou consequência, de Luís Vintém;

- Vermelho Carne;

- Viagens no meu sofá, de Ruben P. Ferreira;

- Vida de Cadela;

- Vincent.



publicado por Senhor Palomar às 02:24
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Está aqui. A todos aqueles que imaginaram outros protagonistas, o Senhor Palomar apresenta o seu formal pedido de desculpas. Entende que possa haver um misto de desilusão e alívio. Com enfâse na desilusão.



publicado por Senhor Palomar às 00:43
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Domingo, 6 de Setembro de 2009

Eduardo Pitta faz o ponto de situação, e elenca as exclusões entretanto encontradas: «O Senhor Palomar faz hoje três meses, mantendo o Meio em polvorosa para identificar o misterioso autor. Sem sucesso, dez hipóteses plausíveis foram descartadas: Carlos Veiga Ferreira, Francisco José Viegas, Isabel Coutinho, Jaime Bulhosa, José Mário Silva, Luis M. Jorge, Manuel Alberto Valente, Pedro Vieira, Ricardo Gross and myself. Estamos aqui estamos na cena do Meu Pipi.» 

 



publicado por Senhor Palomar às 14:28
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

 

Retirado do Facebook de Sara Belo Luís



publicado por Senhor Palomar às 14:16
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Imagem retirada daqui.

 

Meu caro JAA,

 

para que raio servirá o futebol se não for para se estar entre amigos? Claro que com gosto veremos os nossos clubes na final da Taça Europa e, com igual gosto, após o 1-0 para o Benfica (números modestos para um benfiquista que está habituado a ver o seu clube vencer por 7 de diferença), haverá um repasto bem regado. 

 

E não se preocupe com isso do Senhor Palomar poder ir à falência com tantas refeições que anda a prometer. O Senhor Palomar é regrado, homem de poucos vícios, e entende que o dinheiro passa por ele, como se ele próprio fosse um hotel. O dinheiro chega, faz o check in com parcimónia e sai educadamente  no outro dia, sem incomodar.

 

Mais, o Senhor Palomar não o convida para jantar por simpatia ou compensação pelo elogio. Esse tipo de práticas não é digno de dois cavalheiros, nem tão pouco dos clubes em causa. Deixemos essas politiquices para quem disso precisa, considerando que é dessa forma que uma região se irá impor. Como se essa região precisasse do futebol para o fazer. Quem tal pensa é porque nunca passeou na Foz, nunca bebeu o bom vinho da região, nem nunca sentiu a doçura das mulheres rijas do Norte. A esses que assim pensam, o Senhor Palomar só pode dar a sua solidariedade e esperar que saiam da sua toca para ver, e apreciar, a bela cidade que os rodeia.



publicado por Senhor Palomar às 02:07
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O Senhor Palomar agradece a todos aqueles que referenciaram a mudança de casa. A saber, por ordem alfabética:

- 2666, no 2666;

- Booktailors, no Blogtailors;

- Carla Maia de Almeida, no Jardim Assombrado;

- Carlos Vaz Marques, no seu twitter;

- Eduardo Coelho, no Autores e Livros;

- Eduardo Pitta, no Da Literatura;

- Francisco José Viegas, no A Origem das Espécies;

- Hélder Beja, no Humus;

- Isabel Coutinho, no Ciberescritas;

- J.A.A., n'O Escafandro;

- J.M. Correia Pinto, no Leixão;

- José Mário Silva, no Bibliotecário de Babel (em duplicado);

- Luis Naves, no Corta-Fitas;

- Magnuspetrus ás, no Big Breasted Blonde Amateurs [um blogue com este título deve significar muitas visitas, via Google]];

- Manuel A. Domingos, no Meia-noite todo o dia;

- Maria João Freitas, no A Namorada de Wittgenstein;

- Maria João Nogueira, no Jonas Nuts;

- Pedro Vieira, no Irmão Lúcia (com direito a ilustração, ao alto);

- Quetzal Editores, no blog da Quetzal;

- Revista LER, no LERBlog

- Rui Azeredo, no Porta-Livros;

- Rui Passos Rocha, no Destruição Criativa;

- Ruben P. Ferreira, no Viagens no meu Sofá;

- Sara Figueredo Costa, no Cadeirão Voltaire;

- Tânia Raposo, no De Olhos bem fechados;

- Tatiana Faia, no Lavorare Stanca;

- Tiago Sousa Garcia, no Livros (s)em critério.

 

O Senhor Palomar agradece ainda os simpáticos e-mails e comentários recebidos.

 



publicado por Senhor Palomar às 01:45
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Mas está enganada, Isabel. O Senhor Palomar, de primeira liga, só tem a sua adoração pelo Benfica.



publicado por Senhor Palomar às 01:44
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

O Pedro Mexia adicionou o Senhor Palomar ao  blogroll do novo A lei seca,.



publicado por Senhor Palomar às 14:37
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É outra coisa qualquer.



publicado por Senhor Palomar às 08:47
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Muito obrigado a todos.



publicado por Senhor Palomar às 06:37
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Vindo de quem vem, este comentario tem muita graça. Um abraço, Nuno.



publicado por Senhor Palomar às 05:37
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«Os sportinguistas encaram a vida com a delicadeza da derrota quase assegurada e a certeza de que os bons momentos são para saborear com um misto de alegria e incredulidade. Com a convicção de que tal só se consegue se esses momentos não se banalizarem. Se não ocorrerem com demasiada frequência. Vencesse o Sporting tantas vezes quanto o Porto o faz e qualquer verdadeiro sportinguista ficaria horrorizado ou, no mínimo, incomodado. Pensaria: o que se passa? Que sensação básica é esta que perde o sentido tão rapidamente? Porque uma coisa é assistir em êxtase à conquista improvável de um campeonato, outra banalizar esse instante ano após ano. O sabor forte da vitória só pode ser plenamente apreciado em contraponto ao paladar agridoce da derrota. E este é um pitéu que apenas os sportinguistas apreciam devidamente. (Nas últimas décadas os benfiquistas têm-no provado com frequência mas invariavelmente, e por muito intelectuais que pareçam – lá está –, cospem de imediato, por entre trejeitos de desagrado). Estar quase vinte anos sem ganhar o campeonato, ficar em segundo quatro vezes seguidas, aprender a gostar de um estádio com azulejos e pintado de verde e amarelo, ver o jogador que acaba de marcar o golo do empate num jogo europeu ser expulso por um acto tão deliciosamente inesperado como o da mais burlesca personagem de Beckett, perder uma final da taça UEFA disputada no próprio estádio – ah, nem os últimos segundos de La Traviata, aqueles em que Violetta se levanta por instantes para dizer que se sente melhor, antes de tombar morta.»

 

Não deixem de ler o texto na íntegra. É um belíssimo texto.



publicado por Senhor Palomar às 00:55
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

«O Senhor Palomar mudou de casa. Mudou-se de livros e bagagem, conforme ele próprio escreveu. No entanto, os seus Calvinos não saíram do lugar e a sua biblioteca não foi cuidadosamente desintegrada em caixas de cartão talvez catalogadas por ordem alfabética. Não chamou uma carrinha de transportes urbanos para levar a sua mesa de trabalho ou o computador onde agora acede ao seu blogue através da Sapo. Mudou de morada sem mudar de casa, enquanto continua a esquivar-se a dar a resposta que muitos tentam adivinhar: afinal, quem é o Senhor Palomar? Não deve ser carteiro, apesar da prontidão com que entrega as respostas às cartas que recebe. Não deve ser mágico, apesar dos seus truques de prestidigitador e a arte de nos iludir mesmo diante dos nossos olhos. Também é pouco provável que seja advogado, engenheiro do ambiente, farmacêutico ou talhante, apesar de se encontrarem por toda a parte candidatos teóricos para dar corpo a este nome. Como o talentoso escritor que se veste de livreiro com uma t-shirt cor de vinho na Bulhosa e quase cora quando lhe perguntamos se é o Senhor Palomar. O senhor de óculos que tem sempre uma pilha de livros da Quetzal, Assírio & Alvim, Tinta da China e Dom Quixote por companhia na mesa do café antigo da avenida movimentada. Aquela figura discretamente interessante e muito interessada que aparece nos lançamentos de livros para que é convidada. Mas há mais. No mundo real, onde a bi-dimensionalidade do Senhor Palomar sabe a pouco, porque se deseja que ele tenha corpo, pele, cheiro, voz e, claro, dois olhos atentos e brilhantes para ler e duas mãos decididas e generosas para segurar livros e escrever posts, o Senhor Palomar justifica telefonemas do género: Ouve lá, já sabes quem é o Senhor Palomar? Ou SMSs a interromperem um jantar num restaurante em plena noite de Verão, aventando uma nova hipótese. Ou posts como este e tantos outros (basta consultar, no novo site, a etiqueta agradecimentos e referências ao Senhor Palomar). Entretanto, já foi Francisco, Pedro, Paulo, Hélder, outra vez Pedro e Tiago, entre outros (acredito que a lista de nomes próprios a que se seguem apelidos mais ou menos conhecidos do meio editorial, jornalístico e literário) seja muito mais extensa. Como poderia ser o seu retrato robot, se ninguém o viu no local do crime, onde os livros são as suas armas? Que idade terá? Usará óculos redondos, correspondendo ao estereótipo do intelectual que cansou a vista precocemente por ter devorado tantos livros? Esconderá uma barriga proeminente, por estar demasiado tempo por dia sentado numa cadeira ao computador a escrever ou num sofá a ler? Há quem diga que trabalhou numa agência de publicidade (custa a acreditar, parece demasiado culto para isso). Ou em várias livrarias. Ou que trabalha numa editora. As perguntas crescem. A sua casa verdadeira será em Lisboa? Que número calçará? Qual o livro que salvaria de um incêndio fatal na sua biblioteca? Gostará de camarões-tigre com molho de lima e gengibre? Será guloso? Será Virgem ou Aquário? Terá animais de estimação, para além dos livros? Algum cabelo branco? Uma tatuagem verdadeira com o sinal de pontuação preferido? Andará a escrever um livro em segredo? Quantos blogues teve antes deste? Qual será o seu maior defeito? Mostrará os seus textos antes de serem publicados à Senhora Palomar (e por falar nela, qual seria o seu nome literário de solteira)? Ouvirá Bossa Nova, ópera ou hard-rock, ou todos eles? Dirá mais palavrões por dia do que o Maradona? Saberá falar e escrever e ler fluentemente em italiano? Alguma vez já lhe terão perguntado se era o Senhor Palomar? Ele terá mordido a língua três vezes antes de responder? E terá mentido ou largado uma sonora gargalhada por ter sido desmascarado? Num cuidado exercício que também é de marketing, o Senhor Palomar recusa-se a tirar a máscara e cultiva o mito. Dança com cada um dos seus leitores e com todas as letras do alfabeto. Edita dezenas de posts por dia, muitos deles com a morada de outras janelas de outras casas que não a sua, e pelo meio distribui habilmente outros textos de cariz mais pessoal. A sua modéstia, necessariamente falsa como todas as modéstias, dilui-se na amabilidade elegante com que escreve sobre uns (escritores ou bloggers) e outros (livros ou editoras). Tem uma voz singular e única, inaudível mas bem legível. Fala-nos de si próprio ao ouvido, como de uma terceira pessoa. Abre revistas e jornais estrangeiros sobre livros e literatura para nós, como um mordomo zeloso serve as notícias do dia numa bandeja reluzente. A sua educação e diplomacia transformam-se em vénias imaginárias para autores e leitores. O verbo sensibilizado e adjectivos como infinitos ou humilde fazem parte do seu vocabulário corrente. Pisca-nos o olho enquanto se confessa humano, tão humano, que admite ser falível, errar e ter dúvidas. De vez em quando, dá-nos a ilusão de que espreitámos no buraco da fechadura de sua casa e descobrimos quem ele é. Talvez não revele a sua identidade para se sentir mais próximo de nós, leitores curiosos, anónimos ou conhecidos no meio. Em férias, o José Mário Silva imaginou ter avistado o seu homónimo numa praia. Em Lisboa, a Isabel Coutinho temeu que a grande revelação da sua identidade tivesse ocorrido na semana em que esteve desconectada do mundo virtual. Do outro lado do Atlântico, a Mónica Marques tem fantasias quem sabe vagamente eróticas com a dita personagem. E o Pedro Vieira, não o conhecerá realmente? A Maria João Nogueira e o Pedro Neves, da Sapo, terão dado a sua palavra de honra em como não revelariam o seu nome à comunidade, nem mediante um suborno virtualmente irresistível? Há uma engraçada teoria que diz estarmos sempre a apenas uma ou duas pessoas (talvez três, em casos excepcionalmente mais difíceis) de conhecer alguém famoso. Seja o Dalai Lama, a Madonna, a Paula Rego, o Philip Roth, o Cristiano Ronaldo ou o Herberto Helder (por muito difícil que possa parecer). Alguém que conhecemos ou a quem poderemos aceder, se tentarmos, conhece a pessoa em questão, ou alguém que a conhece. Em relação ao Senhor Palomar, este raciocínio não se aplica. Fechado em casa e no seu anonimato, condenado a uma solidão alegremente preenchida por muitas (cada vez mais) centenas de visitantes diários, vive a sua fama em segredo. Não sabemos a quantas pessoas estamos de o conhecer ou se já o conhecemos sem saber. Reparei agora que ainda não justifiquei o título deste post. Repito: acho que já sei quem é o Senhor Palomar. É aquela pessoa a quem apetece pedir: por favor, nunca revele a sua identidade. Há meses que desejamos saber quem ele é, como se não chegasse ele ser como é. Esquecidos de que, muitas vezes, o maior desejo (passe a aparente perversidade deste pensamento) é que o desejo não se realize. Ao pé de tantos exercícios de lógica complementados pela sempre indisciplinada imaginação, em que o Senhor Palomar podia ser quase tudo e todos, a revelação do seu verdadeiro nome talvez (repito, talvez) soubesse a pouco. Porque este Senhor Palomar, tal como o outro que lhe emprestou o nome, parece respirar muito melhor à sombra das árvores transformadas em livros de ficção.»

 

 

Publicado aqui.



publicado por Senhor Palomar às 19:48
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Será?



publicado por Senhor Palomar às 12:01
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Temos um novo recorde.



publicado por Senhor Palomar às 03:01
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A responsável de blogues do Sapo, Maria João Nogueira, é benfiquista. Pois claro. What else?



publicado por Senhor Palomar às 02:16
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
Ou será que tirou?

publicado por Senhor Palomar às 13:26
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Cara Saturnine, o Senhor Palomar disse-o num dos primeiros posts e volta a repeti-lo: não gosta nem quer incomodar. Muito menos desviar profissionais de cumprir os seus propósitos, reduzindo dessa forma a produtividade do país. Para isso, já basta quando o SL Benfica ganha por apenas 3-0 e no dia seguinte toda a gente protesta porque razão aqueles tipos não deram pelo menos seis ao adversário. No lugar de ler o Senhor Palomar, poderá sempre comer uma peça de fruta, já Ricardo Araújo Pereira assim o avisa. Mas o melhor, melhor mesmo, talvez seja seguir a indicação do Bookseer e, a partir de 26 de Setembro, ler o 2666. O Senhor Palomar fará o mesmo.

publicado por Senhor Palomar às 03:17
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gosta da nova banda sonora...



publicado por Senhor Palomar às 00:10
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
Um abraço, Luís.

publicado por Senhor Palomar às 16:25
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«... pergunto com medo que a minha ausência do mundo “on-line” me leve a perder o momento em que todos ficam a saber quem está por detrás do blogue que está a agitar o meio literário português.» Entrada de 5 de Agosto de Isabel Coutinho, aqui, duplicando no seu blogue a reportagem publicada na Pública do passado domingo.

E sim, estimada Isabel Coutinho, já muita gente sabe. Calcula o Senhor Palomar que a esta hora também já saiba. Ou não?


publicado por Senhor Palomar às 02:20
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

O Senhor Palomar não é o Usain Bolt para receber uma medalha, mas ontem atingiu um novo máximo: 1563 visitas.

Imagem retirada daqui.

publicado por Senhor Palomar às 14:19
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009
«O ponto de exclamação existe para ser usado nas devidas alturas senhores e senhoras a favor desta petição! Se não sabem quando o usar, consultem a Gramática do Português Moderno onde explica a sua utilização muito mais detalhada e consisamente do que eu o posso fazer. No entanto sei que está tão errado o uso do dito ponto em determinadas orações como a ausência dele em outras determinadas orações, porque acabei o Secundário há apenas um ano e lembro-me de a professora Fátima numa ou outra circunstância marcar-me um ponto de exclamação com a caneta vermelha por eu não o ter colocado: erro gramatical.» Ler na íntegra aqui.

publicado por Senhor Palomar às 22:20
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«Fico a saber, pela Maria Helena, que Palomar é "educado, sensível, subtil, divertido, inteligente", capaz de fazer rir as muheres... (ai as reticências...) Mas, apesar (!) - o ponto de exclamação é meu, bem como o "apesar" - do seu charme, é fiel à Senhora Palomar. Isto, não obstante os livros com que trai a sede insaciável de atenção da esposa.» Ler na íntegra aqui.

Um abraço, Manuel.


publicado por Senhor Palomar às 12:57
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
Ler aqui.

publicado por Senhor Palomar às 14:28
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009
«Para podermos dedicar-nos a fundo nas leituras espessas a de que a superfície dos dias de trabalho nos afasta, é preciso que nada de importante se passe. Por isso, discute-se a identidade do Senhor Palomar e a relevância do ponto de exclamação, que me faz lembrar o suposto bilhete de Oscar Wilde ao seu editor a respeito de um manuscrito ("?") e a resposta do editor ("!").» Ler na íntegra no Condição Humana, de Manuel Anastácio.

O Senhor Palomar sugere que, no lugar de se discutir a identidade do Senhor Palomar, se leia, ou releia, o próprio Palomar, de Italo Calvino (Teorema), agora com nova capa. Um livro notável, já se sabe e sobre o óbvio nem vale a pena falar.

PS: Se algum leitor fizer o favor de enviar um jpeg com a nova capa de Palomar, terá a gratidão infinita do Senhor Palomar.


publicado por Senhor Palomar às 16:41
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Domingo, 16 de Agosto de 2009
«O Maradona chama «chato como a potassa» ao Senhor Palomar e este, como sempre faz, cita-o no seu blogue. Há aqui hombridade e largura de vistas, diga-se: é raro aquele que é mandado à merda e pega no megafone para reverberar o dito. Sigo o blogue do Senhor Palomar, aprecio-o moderadamente (como a vários outros blogues nacionais) e por isso não estaria num clube de fãs (já se esteve mais longe). Mas uma reacção daquelas merece nota; a menos que tenha sido defensiva, para que não se dissesse que não cita críticos.» Um abraço.

O Senhor Palomar deixa claro que apenas não cita quem faz da pedra da calçada, palavra.


publicado por Senhor Palomar às 15:26
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Sábado, 15 de Agosto de 2009
O Senhor Palomar é o blogue da semana d'O Delito de Opinião. O Senhor Palomar fica sensibilizado. De verdade.

publicado por Senhor Palomar às 16:54
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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
A Alêtheia tem um blogue. Bem-vindos.

O Senhor Palomar agradece à gerência a preferência, ao terem colocado este blogue nas plataformas a seguir (barra lateral).


publicado por Senhor Palomar às 01:12
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009
O Senhor Palomar faz saber que não é o senhor Hélder Beja. O que lamenta, pois adoraria ter o apelido de uma cidade, sobretudo quando essa mesma cidade é do grande Alentejo (em todos os sentidos). O Senhor Palomar faz saber que não é o senhor Hélder Beja. O que lamenta, pois Hélder Beja, e seus companheiros, fizeram com muito pouco o interessantíssimo Húmus, numa bela evocação de um escritor injustamente esquecido. O senhor Palomar faz saber que não é o senhor Hélder Beja. O que lamenta, pois o outro escriba daquela plataforma mostrou-se opositor da erradicação do ponto de exclamação e o Senhor Palomar gosta da diferença, da argumentação, do confronto. O senhor Palomar faz saber que não é o Senhor Hélder Beja e isso deixa-o nervoso. Já não bastava o João Bonifácio escrever tão bem, o Nuno Pacheco não o perceber e agora ainda leva esta facada. Infelizmente, o senhor Palomar não é o senhor Hélder Beja. Ponto (sem exclamação, naturalmente).

Um grande abraço, Hélder. Um grande abraço.

publicado por Senhor Palomar às 12:05
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Estimada Tânia Raposo,

Em papel sedoso, escreve o Senhor Palomar tudo o que pode. Excluem-se, assim, desta condição, os impressos gerais (para o passe, para a requisição de um documento oficial, contratos de prestação de serviços, entre outros), os ficheiros reproduzidos em papel cópia ordinário de 70 gramas que o escritório obriga a usar, ou todo e qualquer documento sobre o qual o Senhor Palomar não tenha controlo. De escrever com boas canetas, excluem-se as situações em que tem de escrever sobre maus papéis (nomeadamente os plastificados) nos quais as canetas boas (o que é sempre um conceito relativo) não deslizam convenientemente.

Ficam assim na ordem do dia todos os documentos pessoais, sejam apontamentos, bilhetes, chamadas de atenção, lembretes, ou cartas de amor. Ainda há quem as goste de receber, o Senhor Palomar gosta de as escrever e não deixa o fazer. Não sabe se a Senhora Palomar agradece o gesto, mas pensa que sim. Ou dito de outra forma, em tempos, ela dizia que sim. Muito, meu amor, já lá dizia o Pedro Paixão.


publicado por Senhor Palomar às 01:18
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
Cara Mónica Marques,

Uma coisa o Senhor Palomar pode garantir-lhe (tudo o resto não): o Senhor Palomar não é indivíduo para coçar a genitália na rua nem para cuspir no chão. Tem cuidado com os mendigos na rua e está sempre disposto a pagar-lhes uma sopa. Só usa gravata em casamentos e funerais e toma banho todos os dias, por vezes duas vezes. Não sai de casa sem colocar perfume, mas é capaz de passar o resto do dia sem se voltar a pentear. A Senhora Palomar obriga-o a passar creme hidratante na cara, mas ele por vezes esquece-se dessa tarefa. Não tem mãos finas, nem macias, nem delicadas. Tem mãos grossas, que só não são ásperas porque escreve muitas vezes em papel sedoso, com boas canetas. Para escrever esta mensagem, o Senhor Palomar usou um vulgar teclado. O que lamenta profundamente.

publicado por Senhor Palomar às 12:37
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Um sorriso para si, Menina Limão (com blogue renovado).

publicado por Senhor Palomar às 09:50
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
Obrigado. T..

publicado por Senhor Palomar às 00:48
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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
Mas, ainda assim, o Senhor Palomar agradece a mui simpática referência.

publicado por Senhor Palomar às 13:59
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Um texto de Paulo Roberto Pires.

publicado por Senhor Palomar às 02:50
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O Senhor Palomar pretende agradecer encarecidamente a todos aqueles que têm linkado para este blog, bem como incluí-lo na barra de ligações. Primeiro, o Senhor Palomar começou por agradecer de forma independente, mas depois, com as distracções do costume, perdeu o rumo ao barco. Mas porque o Senhor Palomar pode ser distraído (ou desorganizado) mas nunca ingrato, aqui ficam aqueles que encontraram espaço para referenciar este blog (e que este conseguiu "apanhar"). A todos os injustamente esquecidos, por ignorância ou incapacidade, as desculpas do Senhor Palomar:
- A casa improvável;
- A curva da estrada, de Leonor;
- A meia noite do dia, de Manuel A. Domingos;


publicado por Senhor Palomar às 00:01
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
1435 Visitas. Temos um novo máximo. Quem dá mais?

publicado por Senhor Palomar às 02:23
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
As palavras são de José António Abreu. Ler na íntegra aqui.

O Senhor Palomar deseja deixar claro que fica satisfeito por ser considerado a sensação da blogosfera dos últimos dias, seja por inclusão ou exclusão dos dois blogues que se perfilaram para discutir o que comummente se designa de esquerda e de direita. Na verdade, estas plataformas apenas discutem o maior partido português, o centrão, mas para mais fácil compreensão, aceitem-se os ditos conceitos. Com esta afirmação, o Senhor Palomar não pretende passar a ideia de que é apolítico e vê até com bons olhos a chegada destes espaços. Contudo, o Senhor Palomar recusa-se a embarcar no diálogo esquerda / direita e sempre que alguém o acusa de não tomar posição por uma das correntes, recorda-se do episódio em que Vergílio Ferreira foi acusado de ser apolítico:

«Hoje uma moça do liceu trouxe-me Rápida, a Sombra para autografar. Disse-me:
— Gosto muito dos seus livros. Mas colegas meus, que diziam que o Vergílio Ferreira era um grande escritor, hoje dizem que não presta.
— Ah, sim?
— Dizem que o Sr. Doutor é apolítico.
— Não sou apolítico. O que não sou é comunista.
— Ou isso.»

In Conta-Corrente 1 (1969-1976), Bertrand, 3.ª edição. Entrada do dia 21.06.1979


publicado por Senhor Palomar às 00:33
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Sábado, 25 de Julho de 2009
Obrigado, T. Nomeadamente pelo cumprimento na barra lateral.

publicado por Senhor Palomar às 16:05
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À Anamar, do Mar à vista.

publicado por Senhor Palomar às 14:18
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Sexta-feira, 24 de Julho de 2009
É isso que Tiago Moreira Ramalho, d'"O Afilhado" e do "Corta-fitas" invoca: «fiquei fã por dois motivos: porque o blogue é extraordinário e porque a lata é notável. Cada título ou post é um gentil pedido, ou um descarado cravanço de qualquer coisa. Gosto ainda mais do Senhor Polomar porque a mim não me pode cravar grande coisa. É sim como que uma relação de dar sem receber. Ou, falando deste lado, de receber sem dar nada em troca.»

Com tanto mimo e atenção, o Senhor Palomar até fica a pensar que vale a pena continuar por aqui. Volte sempre, Tiago. É um prazer. Um abraço.



publicado por Senhor Palomar às 20:29
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Vindo esta recomendação do editor da Língua Geral, o Senhor Palomar fica emocionado.

publicado por Senhor Palomar às 17:44
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Ler no Corta-Fitas.

E obrigado, Luís Naves. Mas se este blogue fosse uma sobremesa (uma delícia), não sei qual seria. Um abraço.


publicado por Senhor Palomar às 14:07
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Quinta-feira, 23 de Julho de 2009
Como este post de Carla Maia de Almeida: «O Senhor Palomar desfaz aqui uma possibilidade que também já me tinha passado pela cabeça. O Senhor Palomar, sendo um conservador e gentil-homem (se não por nascimento, por filiação e herança literária), nunca iria mentir sobre algo tão importante. A Senhora Palomar também não, embora por amor se façam coisas impensáveis. Como trocar o Rick Blaine pelo Victor Laszlo. Qual deles preferia ser o Senhor Palomar, isso também eu gostava de saber.»

publicado por Senhor Palomar às 12:26
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Quando muito, um barão trepador. E sim, mais do que a blogosfera fervilhar pela identidade do Senhor Palomar, tudo isto se deve a estarmos em pleno fogo da silly season.

Obrigado, Blusmile.


publicado por Senhor Palomar às 12:20
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Estimada Isabel Coutinho,

Vêm os signatários pelo presente afirmar que:
1. não somos Francisco José Viegas, embora gostássemos de o ser;
2. sim, viemos para ficar. Pelo menos até ao final do ano, mais coisa menos coisa. Ou não;
3. agradecemos, humildes, as boas-vindas.

Seus,
Palomar e Palomar.


publicado por Senhor Palomar às 02:32
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009
«Ontem, só ontem, recebi 4 contactos (por diferentes meios, curiosamente) de pessoas a perguntarem-me, olha lá ó Jonas, quem é este Senhor Palomar? [...] E eu não percebo esta ânsia de se querer saber os nomes por trás dos nicks. É para quê? Para poderem dizer que sempre tinham suspeitado de que tinha de ser fulano ou sicrano? Para saber, depois de arquivarem e catalogarem a pessoa, se podem gostar ou se devem odiar?»

As palavras são de Maria João Nogueira, responsável da área de blogs do Sapo, que enviou um muito simpático e-mail a convidar o Senhor Palomar para integrar a plataforma de blogs que gere. O Senhor Palomar é um animal de vícios e tudo o que implique mudar, recebe, na sua grande maioria, uma grave resistência. Contudo, o e-mail foi de tal modo simpático, a disponibilidade e generosidade de tal modo absoluta, que o Senhor Palomar quase tem vergonha de dizer não. Mais a mais, o Senhor Palomar acaba de descobrir este post de Maria João Nogueira, do qual reproduziu um pequeno excerto acima, e sente-se cada vez pior em ser um quase calhau tecnológico, por não se conseguir relacionar com a plataforma do Sapo.

O Senhor Palomar vai reflectir, tentar perceber como funciona melhor a coisa pelos lados do Sapo e em breve tomará uma decisão. Até lá, fica o agradecimento público, e muito sentido, pelas palavras de Maria João Nogueira.


publicado por Senhor Palomar às 14:37
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009
Ontem. Obrigado a todos.

publicado por Senhor Palomar às 09:40
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Domingo, 19 de Julho de 2009
Obrigado, Marisa.

publicado por Senhor Palomar às 14:51
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Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Hugo, a vossos pés (seus e de Hélder Beja) se prostra o Senhor Palomar por tão simpáticas palavras, pois não será ele decerto digno do título de "príncipe da blogosfera". Mais a mais, visita inevitável para ele é passear pelas praias no Inverno ou pelos vendedores de castanhas no Outono. Na Primavera e no Verão, o Senhor Palomar não sai muito: Lisboa estende-se em todos os sentidos para todos os locais com meio centímetro de água. É que para confusão já basta quando tem de ir ao hipermercado e as pessoas se amontam na secção de livros como na lota à procura do peixe mais fresco.

PS: Grande Raúl Brandão.


publicado por Senhor Palomar às 01:10
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Minha querida Sara,

Perdoe-me que a trate de igual modo, e quase intimamente, por querida, mas, seja porque a leio já há tanto tempo, ou porque não perca uma oportunidade para retribuir carinhos a pessoas de quem gosto (num gesto abusivo nem sempre apreciado), não posso deixar de aproveitar a vaga e de passar, de ora em diante, a tratá-la dessa forma.

Na sua amável carta, qual Frei Luís de Sousa, impede-me de responder aquilo que desejaria. Ninguém. E apenas e só por isso, num gesto que não pretendo repetir, dir-lhe-ei algo mais. Digo-lhe que o Senhor Palomar não viveu sempre rodeado de livros. Tempos houve em que havia mais jornais pela casa que livros. Revistas como a VISÃO, à qual a minha querida Sara se juntou em boa hora. Numa frase, a leitura começou pelos periódicos, a verdade é essa. De notícia em notícia, o Senhor Palomar habituou-se ao convívio da palavra escrita. Só na adolescência despertou para os livros e folheou finalmente as obras que plastificavam as estantes da casa (sim, éramos clientes do Círculo de Leitores).

O Senhor Palomar não é escritor. Tão pouco se definirá como jornalista, apesar de produzir aquilo a que hoje se chama “conteúdos”. O Senhor Palomar é um leitor. O Senhor Palomar, por tanto gostar de livros, tentou que a sua actividade profissional andasse à volta das letras. Para que, como Confúcio aconselhou, não tivesse de trabalhar mais um só dia até ao resto da vida.

O Senhor Palomar gosta do céu, é verdade. E do mar. Mas antes que passe por snob por citar mais um autor na mesma missiva (Deus ao mar o perigo e o abismo deu/ Mas nele é que espelhou o céu), dirá apenas que se vai retirar uma vez mais e não avançar qualquer outra informação.

Esperando que esta missiva não a moleste ou a agrave, sugerindo uma qualquer covardia que não perfilo,

Seu,

Palomar

PS: Vil, no mínimo, que comparem as minhas palavras à sua prosa. Imperdoável.


publicado por Senhor Palomar às 16:39
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
E não se preocupe com essa coisa de identidade, pois raramente somos aquilo que mostramos aos outros.

publicado por Senhor Palomar às 12:06
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Muito obrigado.

publicado por Senhor Palomar às 02:57
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Terça-feira, 23 de Junho de 2009
O Senhor Palomar fica grato, mas apenas está cá para ajudar. Ainda assim, não pode deixar de ficar sensibilizado, pois indispensável é uma palavra muito forte. Um abraço, caro Tiago. Um abraço. E obrigado.

publicado por Senhor Palomar às 20:54
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Domingo, 21 de Junho de 2009
... pela inclusão do Senhor Palomar na barra de ligações. Obrigado obrigado obrigado.

publicado por Senhor Palomar às 21:49
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Respeitável autora, dedicada jornalista, ou ao contrário, Carla Maia de Almeida faz uma referência ao Senhor Palomar no seu Jardim Assombrado, blogue que, aliás, já deveria estar na barra de links. Mas quem conhece o Senhor Palomar sabe o quanto este é preguiçoso com os detalhes. Até aos 18 anos, altura em que começou a usar óculos, este acreditava a pés e mãos juntos que ver tudo desfocado era apenas um pormenor e que isso não seria suficiente para que este deixasse de observar o mundo. Depois, bem, depois começou a acreditar que o melhor mesmo era começar a usar óculos.

publicado por Senhor Palomar às 21:45
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
460 visitas no dia de ontem, num blogue com pouco mais de uma semana é muito mais do que o Senhor Palomar alguma vez pensou vir a conseguir. O Senhor Palomar agradece, uma vez mais, sentido com a atenção e o tempo dispensado.

publicado por Senhor Palomar às 12:15
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Não merece.

PS: Mas ainda assim, humildemente, o Senhor Palomar agradece.


publicado por Senhor Palomar às 00:17
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
Carlos Vaz Marques pergunta, secundado por Catarina Homem Marques e Sara Belo Luís no facebook do jornalista. O Senhor Palomar deseja esclarecer a estes eméritos profissionais, que segue atentamente, que não pretende incomodar. O Senhor Palomar é uma figura pública no sentido em que tem bilhete de identidade, certidão de nascimento e vota sempre. Nunca em branco. O Senhor Palomar habita em Lisboa mas sente-se tão bem no calor alentejano, como na Foz do Porto. O Senhor Palomar estima o trabalho de Carlos Vaz Marques e tira o chapéu a Sara Belo Luís por saltar entre a economia e a cultura, como quem saboreia dois gelados ao mesmo tempo, sem se atrapalhar. Não se esquece da Catarina, que também lê, mas recusa-se a fazer uma qualquer piada com o astro-rei. E agora o Senhor Palomar pretende retirar-se, pianinho pianinho. Boa-noite.

publicado por Senhor Palomar às 23:35
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Estamos cá para isto.

publicado por Senhor Palomar às 14:43
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Agora à revista LER que considerou o Palomar digno de um post. Aqui. O Senhor Palomar está vaidoso, muito vaidoso. E a ficar mal habituado.

publicado por Senhor Palomar às 12:44
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O Senhor Palomar, que não está habituado a ser objecto da atenção alheia, está emocionado. Mais um blog acaba de o referenciar. Aqui.

publicado por Senhor Palomar às 00:57
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
... desta vez ao melhor blog de livros português: o Bibliotecário de Babel, de José Mário Silva. «O Senhor Palomar, de Italo Calvino, contemplava ondas na praia, charcutaria fina, um gorila albino no zoo de Barcelona ou um jardim zen em Kyoto. Este Senhor Palomar (menos fechado nas suas abstracções, menos solipsista) contempla livros. E nós agradecemos-lhe o obséquio.»

publicado por Senhor Palomar às 18:23
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...a referência no blogue da Quetzal. Aqui.

publicado por Senhor Palomar às 13:11
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