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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
O paquistanês Mohammed Hanif escreve bem. Hanif escreve bem e percebe-se porque foi nomeado, à primeira obra, para o Booker. "O Caso das mangas explosivas" fala de ditadores a sério, mas a brincar, e Hanif aproveita para ridicularizar o general Zia. Perdão: Hanif ridiculariza todos os ditadores do mundo e todos os tipos com tiques totalitários. O que inclui o árbitro que distribui muitos cartões vermelhos ou o chefe que gosta mais de horários do que de prazos. Hanif goza com o fanatismo religioso e a sua hipocrisia implícita; com os maoístas e com o seguidismo infantil dos militares. Hanif põe em causa regras e hierarquias e expõe a nu as fragilidades de todo um povo. Hanif mostra que Zia é apenas um homem e que ele pode mandar num país, mas a mulher manda nele.

Hanif é um gozão. Hanif é um engraçadinho, que mostra que a piada não tem de ser uma piada. Hanif podia acabar com os dentes partidos de tanta piadinha, mas no seu lugar escreveu um livro que merece, deve, ser lido. "O Caso das Mangas Explosivas" é um grande livro, o seu autor lança-se para ser um grande autor. Mesmo que só tenha um (este) livro publicado.

Tradução de Teresa Curvelo.


publicado por Senhor Palomar às 00:46
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